SOUZA-LOBO, Elisabeth. A classe operária tem dois sexos: trabalho, dominação e resistência. 3. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2021.
Apresentação:
Esta terceira edição comemorativa dos 30 anos de A classe operária tem dois sexos – trabalho, dominação e resistência, publicada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com a Expressão Popular, evidencia o pioneirismo de Elisabeth Souza Lobo Garcia na introdução de pesquisas comparativas entre trabalho feminino e masculino, na trilha criada por Heleieth Safiotti (1979) e Eva Blay (1978) que destruíram a aparente visão homogênea dos estudos sobre a classe trabalhadora, até os anos 1970, com análises inovadoras sobre a condição feminina e o trabalho das mulheres. Esta coletânea de artigos e ensaios teóricos de Elisabeth Lobo sobre a mulher brasileira no mundo do trabalho no período dos anos 1980, teve sua primeira edição, como obra póstuma, no final de 1991, quando a socióloga pesquisou as transformações econômicas, sociais e políticas da classe trabalhadora na região industrial do ABC paulista, com enfoque para a desnaturalização da divisão sexual do trabalho, como face da exploração feminina na linha de montagem e da diferenciação da participação da mulher na luta sindical.
A obra foi organizada por Beth Lobo em torno de três grandes temas: estudos sobre a sociologia do trabalho; reflexões sobre questões metodológicas; e análises sobre as mulheres nos movimentos sociais. Em 2011, a Fundação Perseu Abramo publicou a segunda edição, com uma longa apresentação de Helena Hirata, Leila Blass e Vera Soares com a contextualização da produção intelectual da autora, na qual demonstram que, interessada em compreender as formas de resistência à dominação, de enfrentamento da passividade, Elisabeth criou uma reflexão original para analisar as respostas dos dominados, capaz de vislumbrar nas práticas cotidianas de operários e operárias elementos de ampla transformação social.
A Fundação Perseu Abramo e a Expressão Popular, nessa edição comemorativa dos 30 anos de A classe operária tem dois sexos, prestam homenagem às companheiras que, no exercício da pesquisa social e popular tiveram suas vidas ceifadas: à Elisabeth Lobo, que nos legou uma visão do feminismo na perspectiva da classe trabalhadora, e Maria da Penha Nascimento Silva, que nos legou o necessário trabalho de base e a dedicação em construir nos mais longínquos rincões, a organização popular.
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Sumário:
Nota editorial | Editora da Fundação Perseu Abramo e Editora Expressão Popular - p. 7
Sobre a autora - p. 9
Prefácio à 2ª edição | Leila Blass, Helena Hirata e Vera Soares - p. 11
Apresentação à 1ª edição | Helena Hirata - p. 23
I - Práticas e Discursos das Operárias, Processos de Trabalho e Lutas Sindicais no Brasil. Os Anos 1970 e 1980
Lutas operárias e lutas das operárias em São Bernado do Campo - p. 29
Masculino e feminino na linha de montagem - p. 57
Masculino e feminino na prática e nos discursos sindicais no Brasil - p. 73
Experiências de mulheres, destinos de gênero - p. 83
Trabalhadoras e trabalhadores: o dia a dia das representações - p. 97
Modelo japonês e práticas brasileiras - p. 115
II - O Gênero no Trabalho: Perspectivas Teóricas e Metodológicas
As operárias, o sindicato e o discurso sociológico - p. 125
A divisão sexual do trabalho e as Ciências Sociais - p. 151
Do desenvolvimento à divisão sexual do trabalho - estudos sobre "os trabalhos das mulheres" - p. 163
Homem e mulher: imagens das Ciências Sociais - p. 179
Os usos do gênero - p. 189
O trabalho como linguagem: o gênero no trabalho - p. 197
III - Movimentos Sociais de Mulheres. Igualdade e Diferença
Um movimento no feminino (notas sobre uma política das mulheres) - p. 213
Mulheres, feminismo e novas práticas sociais - p. 223
A cidadania das mulheres na nova Constituição brasileira - p. 233
Questões a partir de estudos sobre o movimento de mulheres no Brasil - p. 243
Mulheres: uma nova identidade - p. 249
Movimentos de mulheres e representação política no Brasil (19880-1990): o gênero da representação - p. 265
IV - Anexos
Mais-valia feminina - p. 281
Desventuras das mulheres em busca de emprego - p. 289
V - Trabalhos da Autora - p. 295
Apresentação:
Esta terceira edição comemorativa dos 30 anos de A classe operária tem dois sexos – trabalho, dominação e resistência, publicada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com a Expressão Popular, evidencia o pioneirismo de Elisabeth Souza Lobo Garcia na introdução de pesquisas comparativas entre trabalho feminino e masculino, na trilha criada por Heleieth Safiotti (1979) e Eva Blay (1978) que destruíram a aparente visão homogênea dos estudos sobre a classe trabalhadora, até os anos 1970, com análises inovadoras sobre a condição feminina e o trabalho das mulheres. Esta coletânea de artigos e ensaios teóricos de Elisabeth Lobo sobre a mulher brasileira no mundo do trabalho no período dos anos 1980, teve sua primeira edição, como obra póstuma, no final de 1991, quando a socióloga pesquisou as transformações econômicas, sociais e políticas da classe trabalhadora na região industrial do ABC paulista, com enfoque para a desnaturalização da divisão sexual do trabalho, como face da exploração feminina na linha de montagem e da diferenciação da participação da mulher na luta sindical.
A obra foi organizada por Beth Lobo em torno de três grandes temas: estudos sobre a sociologia do trabalho; reflexões sobre questões metodológicas; e análises sobre as mulheres nos movimentos sociais. Em 2011, a Fundação Perseu Abramo publicou a segunda edição, com uma longa apresentação de Helena Hirata, Leila Blass e Vera Soares com a contextualização da produção intelectual da autora, na qual demonstram que, interessada em compreender as formas de resistência à dominação, de enfrentamento da passividade, Elisabeth criou uma reflexão original para analisar as respostas dos dominados, capaz de vislumbrar nas práticas cotidianas de operários e operárias elementos de ampla transformação social.
A Fundação Perseu Abramo e a Expressão Popular, nessa edição comemorativa dos 30 anos de A classe operária tem dois sexos, prestam homenagem às companheiras que, no exercício da pesquisa social e popular tiveram suas vidas ceifadas: à Elisabeth Lobo, que nos legou uma visão do feminismo na perspectiva da classe trabalhadora, e Maria da Penha Nascimento Silva, que nos legou o necessário trabalho de base e a dedicação em construir nos mais longínquos rincões, a organização popular.
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Sumário:
Nota editorial | Editora da Fundação Perseu Abramo e Editora Expressão Popular - p. 7
Sobre a autora - p. 9
Prefácio à 2ª edição | Leila Blass, Helena Hirata e Vera Soares - p. 11
Apresentação à 1ª edição | Helena Hirata - p. 23
I - Práticas e Discursos das Operárias, Processos de Trabalho e Lutas Sindicais no Brasil. Os Anos 1970 e 1980
Lutas operárias e lutas das operárias em São Bernado do Campo - p. 29
Masculino e feminino na linha de montagem - p. 57
Masculino e feminino na prática e nos discursos sindicais no Brasil - p. 73
Experiências de mulheres, destinos de gênero - p. 83
Trabalhadoras e trabalhadores: o dia a dia das representações - p. 97
Modelo japonês e práticas brasileiras - p. 115
II - O Gênero no Trabalho: Perspectivas Teóricas e Metodológicas
As operárias, o sindicato e o discurso sociológico - p. 125
A divisão sexual do trabalho e as Ciências Sociais - p. 151
Do desenvolvimento à divisão sexual do trabalho - estudos sobre "os trabalhos das mulheres" - p. 163
Homem e mulher: imagens das Ciências Sociais - p. 179
Os usos do gênero - p. 189
O trabalho como linguagem: o gênero no trabalho - p. 197
III - Movimentos Sociais de Mulheres. Igualdade e Diferença
Um movimento no feminino (notas sobre uma política das mulheres) - p. 213
Mulheres, feminismo e novas práticas sociais - p. 223
A cidadania das mulheres na nova Constituição brasileira - p. 233
Questões a partir de estudos sobre o movimento de mulheres no Brasil - p. 243
Mulheres: uma nova identidade - p. 249
Movimentos de mulheres e representação política no Brasil (19880-1990): o gênero da representação - p. 265
IV - Anexos
Mais-valia feminina - p. 281
Desventuras das mulheres em busca de emprego - p. 289
V - Trabalhos da Autora - p. 295